Termografia

TERMOGRAFIA DE PAINÉIS E QUADROS ELÉTRICOS | LAUDO E ANÁLISE TERMOGRÁFICA

ADEQUAÇÕES DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS CONFORME NORMAS NBR 5410, NBR 14039 E NR-10.

Análise Termográfica

A termografia é um dos elementos mais importantes no levantamento e coleta de dados como ferramenta para a avaliação das instalações elétricas e manutenção preventiva de instalações existentes.

A interpretação de uma imagem termográfica é um aspeto fundamental nos ensaios termográficos. O objetivo do ensaio e a natureza do objeto em estudo determinam se a análise deve ser qualitativa ou quantitativa.

Aplicação em Instalações Elétricas

A importância da segurança nas instalações elétricas é vital, quer a nível doméstico quer a nível industrial. A temperatura é a principal variável detectável no processo de falha de uma instalação elétrica, sendo a termografia um recurso valioso para uma manutenção eficaz. O aumento de temperatura em material elétrico aumenta o risco de incêndio numa instalação elétrica, pode causar avarias irreparáveis em equipamentos fundamentais e pode provocar acidentes em pessoas e bens.

Quando a corrente elétrica passa num condutor, é gerado calor. Todos os componentes elétricos começam a deteriorar-se após a instalação, devido à carga elétrica, vibrações, corrosão e envelhecimento. As anomalias aparecem com o aumento da temperatura durante um largo período de tempo, antes da ocorrência de uma falha. A lei de joule mostra que a energia elétrica se transforma em energia calorífica num recetor ou condutor, sendo diretamente proporcional à resistência deste, ao quadrado da intensidade de corrente e ao tempo de passagem de corrente. O aquecimento anormal associado à resistência elevada ou à excessiva passagem de corrente é a causa principal de muitos problemas elétricos.

Uma inspeção termográfica em instalações elétricas identifica problemas causados devido à elevada resistência causada por superfícies com contacto deficiente, a um circuito sobrecarregado, a um problema de desequilíbrio de cargas e harmónicos. O contacto deficiente deve-se a ligações soltas, corroídas ou oxidadas e por falhas de componentes. As sobrecargas podem-se dever a erros de projeto, falhas de montagem e falta de manutenções preventivas. Um desequilíbrio de cargas mostra uma errada distribuição de carga num sistema trifásico, sendo que uma das fases transporta mais corrente que as outras. Se existir neutro, este aparecerá sobrecarregado. A utilização intensiva de cargas não lineares no setor de serviços e em muitas indústrias e uma intensa transformação tecnológica está na base dos problemas dos harmónicos. Os harmónicos geram sobreaquecimento nos condutores, podendo afetar as três fases (efeito pelicular) ou só o neutro (harmónico homopolar). Um caso particular é a deteção de circuitos abertos, onde a imagem termográfica mostra os componentes frios.

Os equipamentos normalmente inspecionados são motores, geradores, transformadores, disjuntores, interruptores, fusíveis, cabos elétricos, quadros elétricos e todos os dispositivos de passagem de corrente em carga. A inspeção termográfica tem de ser feita com a instalação elétrica em carga, sendo necessária uma visão desimpedida do ponto de medição. As portas dos armários e painéis têm de ser abertos ou removidos, incluindo os acrílicos.

Principais causas geralmente identificadas

-Ligações soltas ou deterioradas

-Circuitos em Sobrecarga

-Circuitos com desequilíbrio de cargas

-Harmônico

-Equipamentos defeituosos

-Transformadores

-Quadros Elétricos

Termografia e laudo termográfico

Tendo em vista o maior consumo dos equipamentos e a maior carga em todo o Brasil, é importante alertar a todos os consumidores de energia sobre a necessidade de se ter um Laudo de Termografia atualizado, com análise e recomendações.

O laudo de termografia é uma ferramenta de extrema utilidade para a realização da manutenção preventiva, que ajuda a evitar possíveis sinistros (incêndios) e ainda colabora na economia de consumo de energia elétrica.

Com aplicabilidade em qualquer tipo de consumidor que tenha componentes elétricos, como painéis, subestações, transformadores, motores, etc, a termografia é uma ferramenta capaz de identificar pontos de aquecimento em componentes elétricos, evitando panes e interrupções indevidas ou seja, evitando ônus para a unidade consumidora pela necessidade de executar uma manutenção corretiva (ou de emergência).

Para a realização do laudo de termografia se faz necessário uma visita de um técnico especializado com um termovisor, acompanhado de um responsável pela unidade consumidora para abertura dos painéis.

Após a realização da visita e inspecionados os componentes elétricos, o profissional contratado gera um Laudo de Termografia enviando para o cliente os pontos que se fazem necessárias intervenções, a fim de se evitar maiores danos aos equipamentos e/ou instalações.

Além da questão referente a manutenção, incêndio e perdas na produção, a termografia também colabora na redução de custos com energia elétrica. Pontos com aquecimento decorrentes de mau contato geram perda de energia por efeito Joule.

MTA (Máximas Temperaturas Admissíveis)

  • Para avaliação dos componentes, existe uma tabela para Temperaturas Máximas Admissíveis (MTA), registradas pelo Termovisor:
  • Contactoras: de 100°C à 140°C
  • Fusíveis(Corpo): de 90°C à 110°C
  • Fusíveis NH(Garra): 90°C
  • Régua de Bornes: 70°C
  • Fios encapados: 70°C à 110°C
  • Conexões Metal-Cabo (Baixa Tensão 90°C): 70°C à 90°C
  • Conexões Metal-Cabo (barramentos de Baixa tensão): 90°C
  • Seccionadoras Alta tensão: 50°C
  • Conexões Alta tensão: 60°C

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